Resposta Católica #01 - Ícones de Jesus Cristo
A ICONOGRAFIA DE JESUS CRISTO É UMA FORMA DE HERESIA NESTORIANA?
O primeiro Resposta Católica deste site nasceu de uma discussão de um dos colaboradores deste blog, Lucas R, com um amigo protestante.
Segue primeiro a acusação embasada à doutrina católica, e depois a resposta do autor.
O primeiro Resposta Católica deste site nasceu de uma discussão de um dos colaboradores deste blog, Lucas R, com um amigo protestante.
Segue primeiro a acusação embasada à doutrina católica, e depois a resposta do autor.
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ACUSAÇÃO:
Quando os apóstolos olhavam para Jesus eles contemplavam o Deus-homem. Dessa
forma o apóstolo João podia escrever: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de
graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1:14). Junto com
o fato de que figuras do Filho de Deus são impressões falsas, elas também não podem retratar
a natureza divina do Messias. Portanto, elas não apenas retratam-no infinitamente menos do
que Ele era, é e será; mas também o depreciam de Sua glória divina. Elas implicitamente
ensinam uma falsa teologia de Cristo. Esta observação é uma das razões primárias porque a
igreja primitiva condenou figuras de Jesus. Um conselho maior em Constantinopla (A.D. 754)
decretou:
Se alguém dividir a natureza humana, unida à Pessoa de Deus o Verbo, e tendo isso
apenas na imaginação de sua mente, por isso tentar pintar o mesmo em uma imagem,
que seja considerado maldito. Se alguém dividir Cristo, que é apenas um, em duas
pessoas, colocando em um lado o Filho de Deus, e do outro lado o filho de Maria, não
confessando a união contínua que há, e por essa razão pintar em uma imagem do filho
de Maria como subsistindo por si mesmo, que seja maldito. Se alguém pintar em uma
imagem a natureza humana, que é deificada através da unidade com Deus o Verbo,
separando por assim dizer a Deidade assunta e deificada, que seja maldito.
Com relação a esse conselho Philip Schaff escreve:
O conselho, apelando para o segundo mandamento e outras passagens das Escrituras
denunciando idolatria (Rm 1:23,25; Jo 4:24), e para opiniões dos Pais (Epifânio,
Eusébio, Gregório Nazianzeno, Crisóstomo, etc.), condenou e proibiu o culto público
e privado de imagens sacras sob pena de destituição e excomunhão ... Isso denunciou
todas as representações religiosas de pintores e escultores como presunçosas, pagãs e
idólatras. Aqueles que fazem pinturas do Salvador, que é tanto Deus quanto homem
em uma pessoa inseparável, ou limita a incompreensível Deidade aos limites da carne
criada, ou confunde suas duas naturezas como Êutico, ou separa-as como Nestório,
ou nega sua Deidade como Ário; e aqueles que adoram tal figura são culpados da
mesma heresia e blasfêmia.[vi]
Figuras de Cristo são mentiras da imaginação que pervertem e degradam a doutrina
escriturística de nosso Senhor. Nós devemos lembrar nosso precioso Salvador não através de
fantasias artísticas grosseiras, mas através da celebração da Ceia do Senhor, fazendo uso dos
meios de graça e meditando nas Escrituras. Paulo diz que “a fé vem pela pregação, e a pregação,
pela palavra de Cristo” (Rm 10:17). Jesus nos diz que a santificação vem pelos meios da Palavra
de Deus. “Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). Impressões artísticas
do Filho de Deus podem excitar as emoções. Elas podem trazer lágrimas aos olhos ou alegria
ao coração. Mas, porque são produtos da imaginação da mente do homem, elas não podem
santificar ou aumentar nossa fé. Deveras, como violações não ordenadas do ensino expresso da
Bíblia elas são destrutivas da fé e santificação. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5:21).
Figuras de nosso Senhor não podem santificar porque: (a) elas fluem da imaginação do
artista e por isso são ficção; e, b) elas pervertem o ensino bíblico sobre o Salvador teocêntrico
ao lhe roubarem sua glória, separarem as duas naturezas – a divina da humana. Este fato tem
importantes implicações para aqueles que querem reter figuras com propósitos educacionais
(ex: material para escola dominical de crianças).
Àqueles que são a favor do uso de figuras do Filho de Deus com propósitos educacionais nós fazemos as seguintes perguntas: Como você pode ensinar a verdade estabelecendo uma mentira (i.e, uma fantasia humana, uma representação fictícia) aos olhos das crianças? Quantas crianças crescem com a imagem de um Messias de olhos azuis, efeminado, cabelos longos, hippie frágil, por causa da ignorância e incompetência de professores da escola dominical? Como você espera que crianças sejam santificadas por algo que não tem nenhuma base na Escritura e, portanto, é uma invenção da mente humana? (Tenha em mente que a Bíblia não dá nenhuma descrição física de nosso Senhor a não ser algumas passagens que não podem de forma alguma ser representada por um artista – ex: Mt 17:2; Ap 1:13 ss) Paulo diz que filosofias humanas e regras autônomas não têm nenhum valor contra a indulgência da carne (Cl 2:8, 21- 23). Figuras de Jesus para uso educacional ou devocional são invenções do homem que não tem nenhuma base na Escritura e por isso são tradições humanas que caem sob a condenação de Deus.
RESPOSTA CATÓLICA:
É importante destacar uma mentalidade herética que existia na época da Igreja Antiga. Alguns hereges se aproveitavam de artífices para transmitir a ideia de um Cristo homem, sem a Sua divindade.
Em contrapartida, um fiel católico compreendendo na práxis da fé e os dogmas da Igreja jamais ousaria olhar para uma imagem de Cristo pensando que só porque Cristo está ali representado, teria perdido sua divindade.
Quando os apóstolos olhavam para Jesus, eles contemplavam o Deus-homem, dessa forma, o apóstolo João podia escrever: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que Ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1. 14).
Quem poderia extrair o conceito de união hipostática só que porque está olhando para uma imagem de Cristo? Ora, se a imagem representa uma só pessoa, a imagem não precisa representar as naturezas da pessoa, haja vista que o próprio Corpo de Cristo, imagem de Deus, não transmitia a própria divindade de Cristo quando ele andava sobre a Terra. Ninguém, pelo sentido da visão, olhando para o Corpo de Jesus, dizia: “olha lá, Deus está ali”.
A primeira coisa que devemos considerar é que o texto está trazendo uma crítica à iconografia. Então, a partir daí devemos considerar o seguinte: a carne de Cristo, a figura de Cristo-homem, a presença de Cristo como homem transpassava a sua glória. Os apóstolos de fato conheciam e viam a glória de Cristo, mas não porque o seu corpo, ou a sua carne ou a imagem de sua carne transparecia isso, mas porque Cristo anunciou a Palavra de Deus, anunciou os que os profetas haviam predito, e os apóstolos compreenderam o que Cristo trouxe.
Por isso o apóstolo Pedro diz para Cristo: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16. 16); e Cristo fala a Pedro: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne
Àqueles que são a favor do uso de figuras do Filho de Deus com propósitos educacionais nós fazemos as seguintes perguntas: Como você pode ensinar a verdade estabelecendo uma mentira (i.e, uma fantasia humana, uma representação fictícia) aos olhos das crianças? Quantas crianças crescem com a imagem de um Messias de olhos azuis, efeminado, cabelos longos, hippie frágil, por causa da ignorância e incompetência de professores da escola dominical? Como você espera que crianças sejam santificadas por algo que não tem nenhuma base na Escritura e, portanto, é uma invenção da mente humana? (Tenha em mente que a Bíblia não dá nenhuma descrição física de nosso Senhor a não ser algumas passagens que não podem de forma alguma ser representada por um artista – ex: Mt 17:2; Ap 1:13 ss) Paulo diz que filosofias humanas e regras autônomas não têm nenhum valor contra a indulgência da carne (Cl 2:8, 21- 23). Figuras de Jesus para uso educacional ou devocional são invenções do homem que não tem nenhuma base na Escritura e por isso são tradições humanas que caem sob a condenação de Deus.
RESPOSTA CATÓLICA:
É importante destacar uma mentalidade herética que existia na época da Igreja Antiga. Alguns hereges se aproveitavam de artífices para transmitir a ideia de um Cristo homem, sem a Sua divindade.
Em contrapartida, um fiel católico compreendendo na práxis da fé e os dogmas da Igreja jamais ousaria olhar para uma imagem de Cristo pensando que só porque Cristo está ali representado, teria perdido sua divindade.
Quando os apóstolos olhavam para Jesus, eles contemplavam o Deus-homem, dessa forma, o apóstolo João podia escrever: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que Ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1. 14).
Quem poderia extrair o conceito de união hipostática só que porque está olhando para uma imagem de Cristo? Ora, se a imagem representa uma só pessoa, a imagem não precisa representar as naturezas da pessoa, haja vista que o próprio Corpo de Cristo, imagem de Deus, não transmitia a própria divindade de Cristo quando ele andava sobre a Terra. Ninguém, pelo sentido da visão, olhando para o Corpo de Jesus, dizia: “olha lá, Deus está ali”.
A primeira coisa que devemos considerar é que o texto está trazendo uma crítica à iconografia. Então, a partir daí devemos considerar o seguinte: a carne de Cristo, a figura de Cristo-homem, a presença de Cristo como homem transpassava a sua glória. Os apóstolos de fato conheciam e viam a glória de Cristo, mas não porque o seu corpo, ou a sua carne ou a imagem de sua carne transparecia isso, mas porque Cristo anunciou a Palavra de Deus, anunciou os que os profetas haviam predito, e os apóstolos compreenderam o que Cristo trouxe.
Por isso o apóstolo Pedro diz para Cristo: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16. 16); e Cristo fala a Pedro: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne
ou sangue que te revelaram isso, e sim meu Pai que está nos céus.” (Mt 16. 17). Então, a
primeira coisa que devemos considerar aqui é que o que os apóstolos viam de Cristo, da figura
divina dele, era por revelação do próprio Deus, e não porque a imagem da carne de Cristo
transmitia isso.
Então veja, a argumentação acima diz o seguinte, “junto com o fato de que figuras do Filho de Deus são impressões falsas, elas também não podem retratar a natureza divina do Messias”. Olha, isso já é uma visão equivocada, porque a carne de Cristo, quando as pessoas em Nazaré olhavam a figura do Cristo Nazareno, elas não viam a Glória saindo do Corpo de Cristo.
Para os que viam a Jesus, o sensível, a visão que é um sentido do corpo humano, não viam o Corpo de Cristo resplandecendo sua divindade, então essa premissa do texto é falsa, visto que quando o texto diz que não podemos representar Cristo numa imagem porque essa imagem é falsa por não transmitir a divindade de Cristo, então quer dizer que a imagem do Cristo em carne também era falsa? As pessoas não viam a glória saindo, exalando, irradiando pelo Corpo de Cristo. Então esse argumento simplesmente não pode proceder, é ilógico.
O texto acima ainda diz: “Portanto, elas não apenas retratam-no infinitamente menos do que Ele era, é e será; mas também o depreciam de Sua glória divina”, existe um outro erro aqui, continua sendo o mesmo erro anterior. Se nós olharmos novamente para o Corpo de Cristo como homem antes de sua glorificação, quando Ele andava sobre a Terra, o seu Corpo era limitado, veja só, apesar de Cristo sendo Deus, poder ter a visão beatifica (Cristo conseguia ver os anjos, os demônios e tudo ao redor, pois nos seus olhos não haviam vendas), Cristo era capaz de ver o mundo material e o espiritual, embora fosse capaz disso, os homens que estavam ao redor de Jesus e o acompanhavam não eram capazes ver todas estas coisas e muito menos a divindade de Cristo.
Na visão humana, seres de pecado, somos incapazes de ver a infinitude da glória de Deus. Então, mesmo que uma imagem sacra não seja capaz de transmitir a infinitude da glória de Deus, tampouco, o Corpo de Cristo encarnado, antes da sua glorificação, antes da sua ressureição, passava de forma visual que Ele era o próprio Deus encarnado, tanto é que muitos não creram. Imagine se Cristo tivesse aparecido num Corpo glorificado. Será que as pessoas que o vissem não veriam que ali é o próprio Deus?
O mais interessante desse texto acima é o seguinte: “elas implicitamente ensinam uma falsa teologia de Cristo.”. Quando se lê Colossenses 1. 15, está escrito que “Ele [Cristo] é a Imagem do Deus invisível”. Ora, se eu fosse um judeu, eu poderia dizer que essa afirmativa é falsa, já que Deus não pode ser representado por nenhuma imagem, quando tratamos do assunto na Antiga Aliança.
Então, eu como judeu, vendo na carta aos Colossenses o apóstolo Paulo dizendo que Cristo é a Imagem do Deus invisível, simplesmente acharia absurdo, pela lógica do autor do texto em questão. Ora, se Deus não aceitaria ser representado de nenhuma forma por imagem, como agora Deus poderia aceitar que Cristo fosse sua própria imagem? Se Deus não aceita nenhum tipo de imagem, porque Ele criou o homem a sua imagem e semelhança?
Tão logo, essa afirmação teológica é falsa. Cristo é a própria imagem do Pai e imagem perfeita. Nós somos imagens imperfeitas porque nós pecamos, e por causa disso, a nossa natureza humana se afastou do plano de Deus. Cristo não ressuscitou somente em Espírito, mas
Então veja, a argumentação acima diz o seguinte, “junto com o fato de que figuras do Filho de Deus são impressões falsas, elas também não podem retratar a natureza divina do Messias”. Olha, isso já é uma visão equivocada, porque a carne de Cristo, quando as pessoas em Nazaré olhavam a figura do Cristo Nazareno, elas não viam a Glória saindo do Corpo de Cristo.
Para os que viam a Jesus, o sensível, a visão que é um sentido do corpo humano, não viam o Corpo de Cristo resplandecendo sua divindade, então essa premissa do texto é falsa, visto que quando o texto diz que não podemos representar Cristo numa imagem porque essa imagem é falsa por não transmitir a divindade de Cristo, então quer dizer que a imagem do Cristo em carne também era falsa? As pessoas não viam a glória saindo, exalando, irradiando pelo Corpo de Cristo. Então esse argumento simplesmente não pode proceder, é ilógico.
O texto acima ainda diz: “Portanto, elas não apenas retratam-no infinitamente menos do que Ele era, é e será; mas também o depreciam de Sua glória divina”, existe um outro erro aqui, continua sendo o mesmo erro anterior. Se nós olharmos novamente para o Corpo de Cristo como homem antes de sua glorificação, quando Ele andava sobre a Terra, o seu Corpo era limitado, veja só, apesar de Cristo sendo Deus, poder ter a visão beatifica (Cristo conseguia ver os anjos, os demônios e tudo ao redor, pois nos seus olhos não haviam vendas), Cristo era capaz de ver o mundo material e o espiritual, embora fosse capaz disso, os homens que estavam ao redor de Jesus e o acompanhavam não eram capazes ver todas estas coisas e muito menos a divindade de Cristo.
Na visão humana, seres de pecado, somos incapazes de ver a infinitude da glória de Deus. Então, mesmo que uma imagem sacra não seja capaz de transmitir a infinitude da glória de Deus, tampouco, o Corpo de Cristo encarnado, antes da sua glorificação, antes da sua ressureição, passava de forma visual que Ele era o próprio Deus encarnado, tanto é que muitos não creram. Imagine se Cristo tivesse aparecido num Corpo glorificado. Será que as pessoas que o vissem não veriam que ali é o próprio Deus?
O mais interessante desse texto acima é o seguinte: “elas implicitamente ensinam uma falsa teologia de Cristo.”. Quando se lê Colossenses 1. 15, está escrito que “Ele [Cristo] é a Imagem do Deus invisível”. Ora, se eu fosse um judeu, eu poderia dizer que essa afirmativa é falsa, já que Deus não pode ser representado por nenhuma imagem, quando tratamos do assunto na Antiga Aliança.
Então, eu como judeu, vendo na carta aos Colossenses o apóstolo Paulo dizendo que Cristo é a Imagem do Deus invisível, simplesmente acharia absurdo, pela lógica do autor do texto em questão. Ora, se Deus não aceitaria ser representado de nenhuma forma por imagem, como agora Deus poderia aceitar que Cristo fosse sua própria imagem? Se Deus não aceita nenhum tipo de imagem, porque Ele criou o homem a sua imagem e semelhança?
Tão logo, essa afirmação teológica é falsa. Cristo é a própria imagem do Pai e imagem perfeita. Nós somos imagens imperfeitas porque nós pecamos, e por causa disso, a nossa natureza humana se afastou do plano de Deus. Cristo não ressuscitou somente em Espírito, mas
também ressuscitou em carne. Aquela mesma carne que o Verbo tomou no ventre de Maria, Ele
tornou aquela mesma Carne e a glorificou, aquela Carne que padeceu junto com Cristo. Jesus
ressuscitou igualmente com ela.
Essa imagem perfeita do Pai também ascendeu aos céus e está a direita de Deus-Pai, então, quem está a direita de Deus-Pai não é só o Espírito de Cristo, mas a Carne de Cristo ressuscitada também.
O texto em questão ainda cita a memória do Concílio de Constantinopla (754), ou melhor, pode-se chamar de Conciliábulo, por se tratar de um falso concílio. Não teve a presença dos Patriarcas do oriente, além de ter sido convocado pelo imperador bizantino Constantino V (onde partiu do imperador a ideia iconoclasta que o conciliábulo tratou). Se o texto é capaz de trazer um conciliábulo para lastro argumentativo, também acredito que possa trazer a autoridade do Santo II Concílio de Niceia (787) que diz:
De fato, quanto mais <os santos> são contemplados na imagem que os reproduz, tanto mais os que contemplam as <imagens> são levados à recordação e ao desejo dos modelos originais e a tributar a elas, beijando-as, respeito e veneração; não, é claro, a verdadeira adoração própria de nossa fé, reservada só à natureza divina, mas como se faz para a representação da cruz preciosa e vivificante, para os santos evangelhos e os outros objetos sagrados, honrando-os com a oferta de incenso e de luzes segundo o piedoso uso dos antigos. Pois “a honra prestada à imagem passa para o modelo original”, e quem venera a imagem venera a pessoa de quem nela é reproduzido. (Denzinger, p. 218).
Evidentemente, a iconografia de Nosso Senhor Jesus Cristo de fato não pode expressar suas naturezas, principalmente a natureza divina (por ser imaterial), mas a finalidade da imagem é representar uma pessoa, e não suas naturezas. Assim sendo, como prediz o II concílio de Niceia, “quem venera a imagem, venera a pessoa de quem nela é reproduzido”. Ou seja, se tenho um ícone de Nosso Senhor, pela fé que eu tenho em sua divindade, vejo pelos olhos da fé o próprio Cristo em sua Glória.
O texto ainda fala: “Impressões artísticas do Filho de Deus podem excitar as emoções”. Santo Agostinho usava o mesmo argumento para agir de forma contrária a música na liturgia, muito embora se encantasse com o canto milanês. Deve-se então proibir os cantos gregorianos, cantos congregacionais ou qualquer tipo de música litúrgica das missas e cultos?
Enfim, de qualquer maneira, a questão é que a carne de Cristo não brilhava, nem transmitia sinais de glória antes da ressureição (exceção do episódio da transfiguração). Assim sendo, mesmo quem via o Corpo de Cristo, não via sua natureza divina explícita. Se olhássemos para o Cristo pregando as boas novas aqui na Terra, não iriamos ter um conceito de união hipostática por olhar para Ele, mas, quando colocamos a fé, podemos ver a sua glória. Assim mesmo acontece com as suas representações, ainda que imperfeitas, pois o que importa são os olhos da fé.
Trazendo a mesma argumentação para outro campo, a própria bíblia é uma representação falsa segundo o argumento apresentado no texto, pois não existe nenhuma tradução em português fiel ao original. Se é para representar fidedignamente um signo, símbolo ou realidade, joguem fora as traduções bíblicas, pois são distorções dos originais, já que nenhuma língua é completamente cônsona com qualquer outra.
Essa imagem perfeita do Pai também ascendeu aos céus e está a direita de Deus-Pai, então, quem está a direita de Deus-Pai não é só o Espírito de Cristo, mas a Carne de Cristo ressuscitada também.
O texto em questão ainda cita a memória do Concílio de Constantinopla (754), ou melhor, pode-se chamar de Conciliábulo, por se tratar de um falso concílio. Não teve a presença dos Patriarcas do oriente, além de ter sido convocado pelo imperador bizantino Constantino V (onde partiu do imperador a ideia iconoclasta que o conciliábulo tratou). Se o texto é capaz de trazer um conciliábulo para lastro argumentativo, também acredito que possa trazer a autoridade do Santo II Concílio de Niceia (787) que diz:
De fato, quanto mais <os santos> são contemplados na imagem que os reproduz, tanto mais os que contemplam as <imagens> são levados à recordação e ao desejo dos modelos originais e a tributar a elas, beijando-as, respeito e veneração; não, é claro, a verdadeira adoração própria de nossa fé, reservada só à natureza divina, mas como se faz para a representação da cruz preciosa e vivificante, para os santos evangelhos e os outros objetos sagrados, honrando-os com a oferta de incenso e de luzes segundo o piedoso uso dos antigos. Pois “a honra prestada à imagem passa para o modelo original”, e quem venera a imagem venera a pessoa de quem nela é reproduzido. (Denzinger, p. 218).
Evidentemente, a iconografia de Nosso Senhor Jesus Cristo de fato não pode expressar suas naturezas, principalmente a natureza divina (por ser imaterial), mas a finalidade da imagem é representar uma pessoa, e não suas naturezas. Assim sendo, como prediz o II concílio de Niceia, “quem venera a imagem, venera a pessoa de quem nela é reproduzido”. Ou seja, se tenho um ícone de Nosso Senhor, pela fé que eu tenho em sua divindade, vejo pelos olhos da fé o próprio Cristo em sua Glória.
O texto ainda fala: “Impressões artísticas do Filho de Deus podem excitar as emoções”. Santo Agostinho usava o mesmo argumento para agir de forma contrária a música na liturgia, muito embora se encantasse com o canto milanês. Deve-se então proibir os cantos gregorianos, cantos congregacionais ou qualquer tipo de música litúrgica das missas e cultos?
Enfim, de qualquer maneira, a questão é que a carne de Cristo não brilhava, nem transmitia sinais de glória antes da ressureição (exceção do episódio da transfiguração). Assim sendo, mesmo quem via o Corpo de Cristo, não via sua natureza divina explícita. Se olhássemos para o Cristo pregando as boas novas aqui na Terra, não iriamos ter um conceito de união hipostática por olhar para Ele, mas, quando colocamos a fé, podemos ver a sua glória. Assim mesmo acontece com as suas representações, ainda que imperfeitas, pois o que importa são os olhos da fé.
Trazendo a mesma argumentação para outro campo, a própria bíblia é uma representação falsa segundo o argumento apresentado no texto, pois não existe nenhuma tradução em português fiel ao original. Se é para representar fidedignamente um signo, símbolo ou realidade, joguem fora as traduções bíblicas, pois são distorções dos originais, já que nenhuma língua é completamente cônsona com qualquer outra.
Este argumento vem do Islamismo. Por este exato motivo é proibido fazer traduções do
Alcorão. Poderia até dizer que existem traduções, mas vamos aos fatos. Para os mulçumanos,
apenas a versão original em árabe é considerada como o Alcorão, as traduções são vistas como
sombras fracas do significado original, sendo as traduções consideradas exposições imperfeitas
do Alcorão verdadeiro.
“Figuras de nosso Senhor não podem santificar porque: (a) elas fluem da imaginação do artista e por isso são ficção; e, b) elas pervertem o ensino bíblico sobre o Salvador teocêntrico ao lhe roubarem sua glória, separarem as duas naturezas – a divina da humana.”. Bem, isso já foi rebatido e será melhor tratado mais abaixo.
“Mas, porque são produtos da imaginação da mente do homem, elas não podem santificar ou aumentar nossa fé”. O doutor da Igreja, São João Damasceno (749) diz:
Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora que se mostrou na carne e viveu como os homens posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. [...] Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor.
A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus.
Quando nos colocamos diante do filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson, sabemos que ali se trata de uma representação através das artes cinematográficas, que ainda com muita dificuldade tenta mostrar o pouco do que foi o sacrifício de Cristo.
Ainda que não estivéssemos vendo a realidade do que foi o sacrifício de Cristo, qual coração cristão não se encontrou contrito ao ver os pecados da humanidade sendo castigados em Jesus? Quem não chorou e odiou o próprio pecado? Quem não percebeu o amor e a misericórdia que Nosso Senhor apresentou na cruz? O filme de fato é imperfeito e não retrata fidedignamente o que aconteceu no Gólgota, contudo, já causou em nós arrependimento e desejo de nos reconciliarmos com Deus.
Como que uma situação como esta poderia não santificar ou aumentar nossa fé? Claro que ninguém se tornará santo assistindo ao filme, mas sei que me tornei um cristão melhor, tendo encontrado arrependimento pelos meus pecados e senti como é belo e maravilhoso a misericórdia do Senhor. As imagens são auxílios sensíveis a fé e a prática da fé. Não faz sentido dizer que as imagens não podem santificar ou aumentar nossa fé.
“Este fato tem importantes implicações para aqueles que querem reter figuras com propósitos educacionais”. Isso é um pouco complicado. Quando entramos pelo viés filosófico, acabamos caindo naquela velha ideia de que nada pode representar as coisas sagradas, nem mesmo a própria Escritura Sagrada pode representar.
Porque veja, são palavras escritas inventadas pelo homem, então se formos entrar na semiótica, que é o estudo dos códigos e sinais, se não posso representar Cristo em imagem, eu não posso representar as palavras da boca de Deus escrita em palavras, porque as palavras escritas no livro também são símbolos, são sinais que não transmitem a glória da palavra de Deus. Então podemos dizer que a palavra falada da boca do Pai perdeu a sua glória e magnitude quando foi transpassada em escrito.
“Figuras de nosso Senhor não podem santificar porque: (a) elas fluem da imaginação do artista e por isso são ficção; e, b) elas pervertem o ensino bíblico sobre o Salvador teocêntrico ao lhe roubarem sua glória, separarem as duas naturezas – a divina da humana.”. Bem, isso já foi rebatido e será melhor tratado mais abaixo.
“Mas, porque são produtos da imaginação da mente do homem, elas não podem santificar ou aumentar nossa fé”. O doutor da Igreja, São João Damasceno (749) diz:
Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora que se mostrou na carne e viveu como os homens posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. [...] Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor.
A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus.
Quando nos colocamos diante do filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson, sabemos que ali se trata de uma representação através das artes cinematográficas, que ainda com muita dificuldade tenta mostrar o pouco do que foi o sacrifício de Cristo.
Ainda que não estivéssemos vendo a realidade do que foi o sacrifício de Cristo, qual coração cristão não se encontrou contrito ao ver os pecados da humanidade sendo castigados em Jesus? Quem não chorou e odiou o próprio pecado? Quem não percebeu o amor e a misericórdia que Nosso Senhor apresentou na cruz? O filme de fato é imperfeito e não retrata fidedignamente o que aconteceu no Gólgota, contudo, já causou em nós arrependimento e desejo de nos reconciliarmos com Deus.
Como que uma situação como esta poderia não santificar ou aumentar nossa fé? Claro que ninguém se tornará santo assistindo ao filme, mas sei que me tornei um cristão melhor, tendo encontrado arrependimento pelos meus pecados e senti como é belo e maravilhoso a misericórdia do Senhor. As imagens são auxílios sensíveis a fé e a prática da fé. Não faz sentido dizer que as imagens não podem santificar ou aumentar nossa fé.
“Este fato tem importantes implicações para aqueles que querem reter figuras com propósitos educacionais”. Isso é um pouco complicado. Quando entramos pelo viés filosófico, acabamos caindo naquela velha ideia de que nada pode representar as coisas sagradas, nem mesmo a própria Escritura Sagrada pode representar.
Porque veja, são palavras escritas inventadas pelo homem, então se formos entrar na semiótica, que é o estudo dos códigos e sinais, se não posso representar Cristo em imagem, eu não posso representar as palavras da boca de Deus escrita em palavras, porque as palavras escritas no livro também são símbolos, são sinais que não transmitem a glória da palavra de Deus. Então podemos dizer que a palavra falada da boca do Pai perdeu a sua glória e magnitude quando foi transpassada em escrito.
Então se formos usar esse argumento, poderíamos chegar ao ponto de negar a própria
Biblia, além de negar outros fatores. O autor do texto usa argumentos muito complicados. Se
formos levar a fundo, trazer a realidade, demonstrar o que tá de errado no pensamento do autor,
sob o ponto de vista filosófico, analítico, até mesmo bíblico, vamos encontrar muitas
incoerências.
Um exemplo básico, Cristo usa a imagem da serpente no deserto de Moisés, como representação sua (Jo 3. 14), então Cristo está usando uma imagem falsa, pois: primeiro, Cristo era homem, Ele não era uma serpente, como é que Cristo pode usar a imagem de uma serpente no deserto para trazer uma tipologia dEle no Novo Testamento? Não faz sentido. Cristo já estaria errado em fazer isso, do ponto de vista do autor da argumentação apresentada. Ele está trazendo a figura de um ser que não representa o homem, a serpente não tem alma. A serpente por outras vezes é um animal que representa satanás na Biblia, então como é que Cristo pode agora trazer a imagem da serpente no deserto para representar a sua pessoa.
Então, Cristo estaria errado em trazer uma figura fictícia para sua própria representação. Quando na verdade o que Cristo quis trazer foi a mensagem do que aquela serpente no deserto significava. E significou a mesma coisa que ele quis significar, a serpente foi pendurada no deserto para salvar o povo do veneno das serpentes que apareciam naquele momento ali, e Cristo, semelhantemente foi pendurado no madeiro para trazer a salvação para toda a humanidade.
Outra coisa interessante no texto em questão:
Como você pode ensinar a verdade estabelecendo uma mentira (i.e, uma fantasia humana, uma representação fictícia) aos olhos das crianças? Quantas crianças crescem com a imagem de um Messias de olhos azuis, efeminado, cabelos longos, hippie frágil, por causa da ignorância e incompetência [...].
Se lermos o texto da descrição que São João faz de Jesus no livro do Apocalipse (Ap 1. 13-16), Cristo tinha pés como de latão reluzente, os olhos como chamas de fogo, nós sabemos que isso não é a total verdade, porque o apóstolo João não tinha palavras para descrever o que ele estava vendo ali, então o que ele representa é aquilo que os olhos humanos conseguiam enxergar, porque nós sabemos que essas palavras “latões reluzentes”, o apóstolo João está usando uma figura material daquilo que ele conhece dentro do seu sensível, da visão, para representar aquilo que ele viu no plano espiritual, quando na verdade não há palavras para descrever como é Cristo em sua glória. Neste caso, ele estaria antropomorfizando Deus.
É como costuma-se se falar, “Deus se ira”, “Deus tem raiva”, estes são sentimentos humanos. Isso tudo é antropomorfização. Então, o apóstolo João não poderia dizer como Cristo era, nem transcrever Cristo com representação de coisas humanas e materiais. Pois seguindo a mesma lógica, toda vez que alguém for ler o livro de Apocalipse, com a descrição do apóstolo João, vai imaginar Cristo em cima daquilo que o apóstolo João falou, criando uma imagem fictícia e falsa.
Se o homem não pode fazer analogias das imagens às coisas divinas, tampouco pode dizer que Deus tem ira, porque isso é antropomorfizar Deus, nem dizer que Ele é longânime em se irar, pois Deus é eterno e imutável, e portanto, não pode haver sombras de variações temporais em Deus.
Um exemplo básico, Cristo usa a imagem da serpente no deserto de Moisés, como representação sua (Jo 3. 14), então Cristo está usando uma imagem falsa, pois: primeiro, Cristo era homem, Ele não era uma serpente, como é que Cristo pode usar a imagem de uma serpente no deserto para trazer uma tipologia dEle no Novo Testamento? Não faz sentido. Cristo já estaria errado em fazer isso, do ponto de vista do autor da argumentação apresentada. Ele está trazendo a figura de um ser que não representa o homem, a serpente não tem alma. A serpente por outras vezes é um animal que representa satanás na Biblia, então como é que Cristo pode agora trazer a imagem da serpente no deserto para representar a sua pessoa.
Então, Cristo estaria errado em trazer uma figura fictícia para sua própria representação. Quando na verdade o que Cristo quis trazer foi a mensagem do que aquela serpente no deserto significava. E significou a mesma coisa que ele quis significar, a serpente foi pendurada no deserto para salvar o povo do veneno das serpentes que apareciam naquele momento ali, e Cristo, semelhantemente foi pendurado no madeiro para trazer a salvação para toda a humanidade.
Outra coisa interessante no texto em questão:
Como você pode ensinar a verdade estabelecendo uma mentira (i.e, uma fantasia humana, uma representação fictícia) aos olhos das crianças? Quantas crianças crescem com a imagem de um Messias de olhos azuis, efeminado, cabelos longos, hippie frágil, por causa da ignorância e incompetência [...].
Se lermos o texto da descrição que São João faz de Jesus no livro do Apocalipse (Ap 1. 13-16), Cristo tinha pés como de latão reluzente, os olhos como chamas de fogo, nós sabemos que isso não é a total verdade, porque o apóstolo João não tinha palavras para descrever o que ele estava vendo ali, então o que ele representa é aquilo que os olhos humanos conseguiam enxergar, porque nós sabemos que essas palavras “latões reluzentes”, o apóstolo João está usando uma figura material daquilo que ele conhece dentro do seu sensível, da visão, para representar aquilo que ele viu no plano espiritual, quando na verdade não há palavras para descrever como é Cristo em sua glória. Neste caso, ele estaria antropomorfizando Deus.
É como costuma-se se falar, “Deus se ira”, “Deus tem raiva”, estes são sentimentos humanos. Isso tudo é antropomorfização. Então, o apóstolo João não poderia dizer como Cristo era, nem transcrever Cristo com representação de coisas humanas e materiais. Pois seguindo a mesma lógica, toda vez que alguém for ler o livro de Apocalipse, com a descrição do apóstolo João, vai imaginar Cristo em cima daquilo que o apóstolo João falou, criando uma imagem fictícia e falsa.
Se o homem não pode fazer analogias das imagens às coisas divinas, tampouco pode dizer que Deus tem ira, porque isso é antropomorfizar Deus, nem dizer que Ele é longânime em se irar, pois Deus é eterno e imutável, e portanto, não pode haver sombras de variações temporais em Deus.
O apóstolo João visualizou e descreveu no Apocalipse aquilo que os olhos humanos
eram capazes de captar dentro daquilo que ele via. Mas sabemos que aquilo não foi o suficiente,
que nenhuma palavra é capaz de transmitir a glória de Deus em sua plenitude, nem transmitir
como o reino espiritual é de fato.
Ainda após todo o exposto, poderiam argumentar que Cristo é a imagem perfeita de Deus. Cristo mesmo diz “quem vê a Mim, vê ao Pai”. Dessa forma, Cristo pode representar a Deus porque Cristo é Deus, e não uma representação imperfeita e especulativa, e que a realidade humana e divina sempre aparece juntas nas escrituras, de modo que nenhum ícone jamais seria capaz de reproduzir.
Só que a questão é exatamente essa! Embora Cristo fosse a imagem perfeita do Pai, Ele foi homem igual a todos nós e em nenhum momento deixou que sua divindade tomasse a realidade de sua matéria corpórea.
Logo, para nosso sentido da visão, olhar para um ícone, com olhos da fé, é olhar exatamente para o CRISTO. Os apóstolos não sabiam que Cristo era Deus por causa da realidade tangível de seu corpo glorificado, pois antes de sua ressurreição, já tinham plena ciência do que Ele era, muito embora Ele não os tivesse mostrado sua glória de forma visual, a menos no monte da transfiguração e após a ressurreição.
Mesmo assim, creram ser Ele o Filho de Deus, não porque a realidade da divindade de Cristo fosse alcançada através de seu corpo de homem, mas pela fé em sua divindade.
Assim sendo, quando vemos um ícone, vemos a representação de Cristo quanto homem, mas quando usamos a fé, cremos que aquele ícone representa o Verbo divino, na mesma forma que quando os discípulos viam Cristo, viam um homem simples, mas pela fé na palavra, viam o Messias, o Verbo encarnado.
A questão não é que: Cristo sempre aparece junto de sua realidade divina. Isso é óbvio, porque ele operava sinais e maravilhas. Mas a sua imagem corpórea de homem, embora também contivesse a natureza divina, não deixava escapar a realidade divina, de forma que quem via Cristo com os olhos, via o Filho do Homem e não o próprio Deus.
O que importa não é se Cristo era ou não Deus nesta questão. Mas sim, o nosso intelecto. É esta a questão. O texto criticou os ícones como se eles precisassem passar a realidade, quando nem Cristo quanto homem, deixou transparecer a sua divindade na sua carne enquanto andava sobre a Terra pregando suas boas novas.
E todas as representações do apóstolo João, inclusive sobre Cristo no livro de Apocalipse, tentam retratar a realidade do que seus olhos viram, mas sabemos que a realidade celeste é inefável, e não há palavras para descrevê-la. Ou seja, mais uma vez, repito. Não se trata de se Cristo é ou não é Deus, mas das realidades que nosso intelecto é capaz de alcançar.
Se não podemos representar Cristo na imagem porque ela é errônea, por ser imperfeita e especulação de nossa mente, o Apóstolo João não podia descrever em palavras o que havia visto, porque muito do que ele escreveu foi dentro daquilo que sua mente era capaz de captar, e não a realidade total da coisa.
Ainda após todo o exposto, poderiam argumentar que Cristo é a imagem perfeita de Deus. Cristo mesmo diz “quem vê a Mim, vê ao Pai”. Dessa forma, Cristo pode representar a Deus porque Cristo é Deus, e não uma representação imperfeita e especulativa, e que a realidade humana e divina sempre aparece juntas nas escrituras, de modo que nenhum ícone jamais seria capaz de reproduzir.
Só que a questão é exatamente essa! Embora Cristo fosse a imagem perfeita do Pai, Ele foi homem igual a todos nós e em nenhum momento deixou que sua divindade tomasse a realidade de sua matéria corpórea.
Logo, para nosso sentido da visão, olhar para um ícone, com olhos da fé, é olhar exatamente para o CRISTO. Os apóstolos não sabiam que Cristo era Deus por causa da realidade tangível de seu corpo glorificado, pois antes de sua ressurreição, já tinham plena ciência do que Ele era, muito embora Ele não os tivesse mostrado sua glória de forma visual, a menos no monte da transfiguração e após a ressurreição.
Mesmo assim, creram ser Ele o Filho de Deus, não porque a realidade da divindade de Cristo fosse alcançada através de seu corpo de homem, mas pela fé em sua divindade.
Assim sendo, quando vemos um ícone, vemos a representação de Cristo quanto homem, mas quando usamos a fé, cremos que aquele ícone representa o Verbo divino, na mesma forma que quando os discípulos viam Cristo, viam um homem simples, mas pela fé na palavra, viam o Messias, o Verbo encarnado.
A questão não é que: Cristo sempre aparece junto de sua realidade divina. Isso é óbvio, porque ele operava sinais e maravilhas. Mas a sua imagem corpórea de homem, embora também contivesse a natureza divina, não deixava escapar a realidade divina, de forma que quem via Cristo com os olhos, via o Filho do Homem e não o próprio Deus.
O que importa não é se Cristo era ou não Deus nesta questão. Mas sim, o nosso intelecto. É esta a questão. O texto criticou os ícones como se eles precisassem passar a realidade, quando nem Cristo quanto homem, deixou transparecer a sua divindade na sua carne enquanto andava sobre a Terra pregando suas boas novas.
E todas as representações do apóstolo João, inclusive sobre Cristo no livro de Apocalipse, tentam retratar a realidade do que seus olhos viram, mas sabemos que a realidade celeste é inefável, e não há palavras para descrevê-la. Ou seja, mais uma vez, repito. Não se trata de se Cristo é ou não é Deus, mas das realidades que nosso intelecto é capaz de alcançar.
Se não podemos representar Cristo na imagem porque ela é errônea, por ser imperfeita e especulação de nossa mente, o Apóstolo João não podia descrever em palavras o que havia visto, porque muito do que ele escreveu foi dentro daquilo que sua mente era capaz de captar, e não a realidade total da coisa.
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés
de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.
E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo;
E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. (Apocalipse 1. 13-16).
Podemos dizer que o apóstolo João também especulou, com características humanas e
materiais, e de forma imperfeita, a imagem de Cristo, sendo que em palavras e não em imagem.
Pode ver que o apóstolo diz: Seus pés eram "como" de latão reluzente, “como” é uma
comparação, e não a verdadeira essência da coisa.
Por exemplo: “você é como um macaco”. Você é um macaco? Não. Mas estou lhe comparando a um macaco. O termo: "Como" indica comparação e relação, não a realidade plena de algo. Se indicasse a realidade plena, substituiria "como" por "é". “Seus pés são latões reluzentes.”. Logo, uma comparação nestes autos já se torna imperfeita.
"Como" e "semelhante" são termos que indicam comparação, e não uma descrição perfeita, mas aquela que foi possível a São João usar do seu intelecto para descrever o que via.
Os ícones são exatamente isto. Usamo-los por comparação, pintando neles aquilo que vemos descrito nos evangelhos, embora não representem a realidade de fato, são símbolos que imprimem aquilo que conhecemos de Cristo. O católico que olha para o Pantokrator (séc. VI), sabe que ali é o Cristo. Ninguém precisa se esforçar para dizer que o é. Com os olhos da fé podemos olhar para o Pantokrator e ver ali um Homem-Divino, podemos ver ali tudo o que os santos evangelhos nos falam. Podemos ver ali o Senhor e Salvador. Não que a imagem possa retratar isso por si só, mas porque temos fé.
Da mesma forma que a imagem que as pessoas viam de Cristo através de seus olhos, quando Cristo estava na Terra, viam um homem, mas para aqueles que tinham fé, eram capazes de ver a Cristo como Deus, como o Redentor, como o Salvador, cheio de glória.
Um problema que também precisa ser apontado é o que traz o historiador Philip Schaff, citado no texto. Em sua citação, ele diz:
O conselho, apelando para o segundo mandamento e outras passagens das Escrituras denunciando idolatria (Rm 1:23,25; Jo 4:24), e para opiniões dos Pais (Epifânio, Eusébio, Gregório Nazianzeno, Crisóstomo, etc.), condenou e proibiu o culto público e privado de imagens sacras sob pena de destituição e excomunhão [...]
Primeiramente, o conselho que Philip Schaff cita é o conciliábulo de Constantinopla convocado pelo imperador bizantino Constantino V que era iconoclasta e fomentava as ideias do imperador anterior, Leão III, não tendo estas doutrinas ganhado forças por autoridades eclesiásticas, mas por causa da posição destes imperadores.
Segundo, Philip Schaff cita os Pais da Igreja, usando como exemplo São Epifânio, Eusébio, Gregório Nazianzeno, Crisóstomo, entre outros. Vejamos. É atribuído falsamente a Epifânio de que este seria um iconoclasta devido a uma carta que por suposição era sua, supostamente traduzida para o latim por São Jerônimo (carta 51, p.9). A carta 51 em latim era o único manuscrito conhecido até o século XIX. O historiador protestante Philip Schaff quando traduziu do latim para o Inglês, ainda não tinha a versão grega original descoberta por Daniel Serruys no início do século XX que difere em pontos chaves da tradução latina. Além de a suposta tradução ser escrita em latim pobre e rústico, incompatível com o belo e polido latim de São Jerônimo, portanto esta versão latina possuída hoje, não é a mesma versão traduzida por são Jerônimo que foi perdida com o tempo.
Por exemplo: “você é como um macaco”. Você é um macaco? Não. Mas estou lhe comparando a um macaco. O termo: "Como" indica comparação e relação, não a realidade plena de algo. Se indicasse a realidade plena, substituiria "como" por "é". “Seus pés são latões reluzentes.”. Logo, uma comparação nestes autos já se torna imperfeita.
"Como" e "semelhante" são termos que indicam comparação, e não uma descrição perfeita, mas aquela que foi possível a São João usar do seu intelecto para descrever o que via.
Os ícones são exatamente isto. Usamo-los por comparação, pintando neles aquilo que vemos descrito nos evangelhos, embora não representem a realidade de fato, são símbolos que imprimem aquilo que conhecemos de Cristo. O católico que olha para o Pantokrator (séc. VI), sabe que ali é o Cristo. Ninguém precisa se esforçar para dizer que o é. Com os olhos da fé podemos olhar para o Pantokrator e ver ali um Homem-Divino, podemos ver ali tudo o que os santos evangelhos nos falam. Podemos ver ali o Senhor e Salvador. Não que a imagem possa retratar isso por si só, mas porque temos fé.
Da mesma forma que a imagem que as pessoas viam de Cristo através de seus olhos, quando Cristo estava na Terra, viam um homem, mas para aqueles que tinham fé, eram capazes de ver a Cristo como Deus, como o Redentor, como o Salvador, cheio de glória.
Um problema que também precisa ser apontado é o que traz o historiador Philip Schaff, citado no texto. Em sua citação, ele diz:
O conselho, apelando para o segundo mandamento e outras passagens das Escrituras denunciando idolatria (Rm 1:23,25; Jo 4:24), e para opiniões dos Pais (Epifânio, Eusébio, Gregório Nazianzeno, Crisóstomo, etc.), condenou e proibiu o culto público e privado de imagens sacras sob pena de destituição e excomunhão [...]
Primeiramente, o conselho que Philip Schaff cita é o conciliábulo de Constantinopla convocado pelo imperador bizantino Constantino V que era iconoclasta e fomentava as ideias do imperador anterior, Leão III, não tendo estas doutrinas ganhado forças por autoridades eclesiásticas, mas por causa da posição destes imperadores.
Segundo, Philip Schaff cita os Pais da Igreja, usando como exemplo São Epifânio, Eusébio, Gregório Nazianzeno, Crisóstomo, entre outros. Vejamos. É atribuído falsamente a Epifânio de que este seria um iconoclasta devido a uma carta que por suposição era sua, supostamente traduzida para o latim por São Jerônimo (carta 51, p.9). A carta 51 em latim era o único manuscrito conhecido até o século XIX. O historiador protestante Philip Schaff quando traduziu do latim para o Inglês, ainda não tinha a versão grega original descoberta por Daniel Serruys no início do século XX que difere em pontos chaves da tradução latina. Além de a suposta tradução ser escrita em latim pobre e rústico, incompatível com o belo e polido latim de São Jerônimo, portanto esta versão latina possuída hoje, não é a mesma versão traduzida por são Jerônimo que foi perdida com o tempo.
A historiadora Charles Murray comprovou que as cartas que os iconoclastas usavam
para se referir aos Pais da Igreja haviam sido adulteradas para que lhes favorecessem, e ainda
hoje essas falsificações feitas trazem problemas ao debate nos dias de hoje.
Para uma melhor apreciação do caso de Santo Epifânio, recomendo a leitura da obra magistral: “Epifânio de Salamissa: Um doutor da Iconoclastia? A Destruição de um Mito.” em inglês, escrito por Steven Bigham, que pode ser adiquirido no Amazon.
Por fim, contra a citação de Shaff, o II concílio de Nicéia já faz o trabalho de demonstrar que
[...] as venerandas e santas imagens, quer pintadas, quer em mosaico ou em qualquer outro material adequado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, sobre os sagrados utensílios e paramentos, sobre as paredes e painéis, nas casas e nas ruas; tanto a imagem do Senhor Deus e Salvador nosso Jesus Cristo [...] (Denzinger, p. 218)
Evidentemente, Santo Epifânio não foi o único a ter suas cartas adulteradas para que favorecessem a heresia iconoclasta, mas também os outros citados por Philip Schaff. Por exemplo, usam frases de Eusébio de Cesareia fora de contexto. Em uma citação mais clara, Eusébio mostra como os cristãos de fato reverenciavam as imagens.
Assim, até agora os habitantes valorizam o lugar onde as visões apareceram a Abraão (Gn 1, 1) como divinamente consagrado. A árvore de terebintina ainda pode ser vista, e aqueles que receberam a hospitalidade de Abraão são pintados na imagem, um de cada lado, e o estrangeiro de maior dignidade no meio. Ele seria uma imagem de nosso Senhor e Salvador, a quem até mesmo os rudes homens reverenciam, cujas palavras divinas eles acreditam. [...] Foi Ele quem, por meio de Abraão, semeou as sementes da piedade nos homens. Na semelhança e hábito de um homem comum, ele se apresentou a Abraão, e deu-lhe conhecimento de seu pai.” (Eusébio de Cesarea, de seu quinto livro das Provas do Evangelho, em “Deus apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambre”.)
Outro doutor da Igreja citado por Shaff foi São João Crisóstomo. Este grande santo, conhecido por suas homilias e sermões, tem muitos escritos que comprovam que ele não era iconoclasta. Se São João Crisóstomo fosse iconoclasta, será que os Católicos Romanos teriam feito dele um “doutor da Igreja”? Vejamos o que ele diz sobre imagens:
A imagem de que é invisível, se fosse também invisível, deixaria de ser uma imagem. Uma imagem, na medida em que é uma imagem, deve ser mantida inviolável por nós, devido à semelhança que representa.” (Terceiro Comentário sobre Colossenses.)
As efígies reais são mostradas não só sob ouro e prata, e os materiais mais caros, mas a forma real em si, até mesmo em cobre. A diferença da matéria não afeta a dignidade do personagem esculpido, nem um material mais vil diminui a honra do que é grande. A Figura real é sempre uma consagração; não diminuí pela matéria, exalta a matéria.” (São João Crisóstomo sobre os Macabeus.)
Concluindo, trago a carta ao imperador bizantino Leão III Isáurico, cognominado “o Iconoclasta”, entre 726 e 730:
Para uma melhor apreciação do caso de Santo Epifânio, recomendo a leitura da obra magistral: “Epifânio de Salamissa: Um doutor da Iconoclastia? A Destruição de um Mito.” em inglês, escrito por Steven Bigham, que pode ser adiquirido no Amazon.
Por fim, contra a citação de Shaff, o II concílio de Nicéia já faz o trabalho de demonstrar que
[...] as venerandas e santas imagens, quer pintadas, quer em mosaico ou em qualquer outro material adequado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, sobre os sagrados utensílios e paramentos, sobre as paredes e painéis, nas casas e nas ruas; tanto a imagem do Senhor Deus e Salvador nosso Jesus Cristo [...] (Denzinger, p. 218)
Evidentemente, Santo Epifânio não foi o único a ter suas cartas adulteradas para que favorecessem a heresia iconoclasta, mas também os outros citados por Philip Schaff. Por exemplo, usam frases de Eusébio de Cesareia fora de contexto. Em uma citação mais clara, Eusébio mostra como os cristãos de fato reverenciavam as imagens.
Assim, até agora os habitantes valorizam o lugar onde as visões apareceram a Abraão (Gn 1, 1) como divinamente consagrado. A árvore de terebintina ainda pode ser vista, e aqueles que receberam a hospitalidade de Abraão são pintados na imagem, um de cada lado, e o estrangeiro de maior dignidade no meio. Ele seria uma imagem de nosso Senhor e Salvador, a quem até mesmo os rudes homens reverenciam, cujas palavras divinas eles acreditam. [...] Foi Ele quem, por meio de Abraão, semeou as sementes da piedade nos homens. Na semelhança e hábito de um homem comum, ele se apresentou a Abraão, e deu-lhe conhecimento de seu pai.” (Eusébio de Cesarea, de seu quinto livro das Provas do Evangelho, em “Deus apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambre”.)
Outro doutor da Igreja citado por Shaff foi São João Crisóstomo. Este grande santo, conhecido por suas homilias e sermões, tem muitos escritos que comprovam que ele não era iconoclasta. Se São João Crisóstomo fosse iconoclasta, será que os Católicos Romanos teriam feito dele um “doutor da Igreja”? Vejamos o que ele diz sobre imagens:
A imagem de que é invisível, se fosse também invisível, deixaria de ser uma imagem. Uma imagem, na medida em que é uma imagem, deve ser mantida inviolável por nós, devido à semelhança que representa.” (Terceiro Comentário sobre Colossenses.)
As efígies reais são mostradas não só sob ouro e prata, e os materiais mais caros, mas a forma real em si, até mesmo em cobre. A diferença da matéria não afeta a dignidade do personagem esculpido, nem um material mais vil diminui a honra do que é grande. A Figura real é sempre uma consagração; não diminuí pela matéria, exalta a matéria.” (São João Crisóstomo sobre os Macabeus.)
Concluindo, trago a carta ao imperador bizantino Leão III Isáurico, cognominado “o Iconoclasta”, entre 726 e 730:
E dizes que nós adoramos pedras, paredes e painéis de madeira. Não é assim como
dizes, ó Imperador, mas para nossa memória e nosso estímulo, e para que nossa mente
lerda e fraca seja dirigida para o alto por meio daqueles aos quais se referem esses
nomes, invocações e imagens; e não como se fossem deuses, como tu dizes – longe
de nós! De fato, não pomos nossa esperança nesses <objetos>. E se é uma imagem do
Senhor, dizemos: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, socorre-nos e salva-nos. Se
<é> da sua santa Mãe, dizemos: Santa Mãe de Deus, mãe do Senhor, intercede junto
ao teu Filho, nosso verdadeiro Deus, para a salvação das nossas almas! Se <é> do
mártir, <dizemos>: Ó santo Estêvão, protomártir, tu que derramaste o sangue pelo
Cristo, com tua liberdade de falar, intercede por nós! E para qualquer mártir que
venceu o martírio, assim dizemos, elevamos semelhantes orações por meio deles. E
não é <verdade> que chamamos os mártires de deuses, como dizes, ó Imperador.
(Denzinger, no 581, p. 213-214)
Esta é a fé da Igreja.
Para não alongar ainda mais esse texto, recomendo a leitura do livro Apologia Contra Os Que Condenam As Imagens Sacras, de São João Damasceno, e a leitura do II Concílio de Nicéia, que pode ser encontrado no Denzinger.
Esta é a fé da Igreja.
Para não alongar ainda mais esse texto, recomendo a leitura do livro Apologia Contra Os Que Condenam As Imagens Sacras, de São João Damasceno, e a leitura do II Concílio de Nicéia, que pode ser encontrado no Denzinger.
Lucas R.

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